#ElasnaEngenharia: 6 mulheres para se inspirar

120 23/06/2022

#ElasnaEngenharia: 6 mulheres para se inspirar

Apesar dos avanços, os desafios ainda são muitos para mulheres que se dedicam a engenharia

O Dia Internacional das Mulheres na Engenharia foi uma data criada no Reino Unido para fortalecer o espaço de mulheres que se dedicaram ao setor, em meio a tantos desafios. A data é comemorada anualmente em 23 de junho.
O primeiro curso foi aberto no Brasil em dezembro de 1792, no entanto, a grade atendia os padrões portugueses. Com a chegada da Família Real ao país, houve a criação da Academia Militar e o fortalecimento da graduação, que àquela época, tinha a duração de 7 anos.
Em homenagem a todas as grandes engenheiras, preparamos um post para destacar a participação de grandes mulheres neste âmbito. Confira:

 

Participação de mulheres na Engenharia

 

 

Ainda que seja majoritariamente masculino, as mulheres foram conquistando seu espaço na Engenharia. Em 1917, pouco mais de 170 anos depois da abertura do primeiro curso no Brasil, Edwiges Maria Becker Hom’meil se formou e abriu para outras se destacarem no setor. 
Em 1960 foi a vez de Emilia Frasson Manhães conquistar o diploma, na antiga Escola Politécnica da Universidade Federal do Espírito Santo. E não parou por aí: foi a primeira mulher a se cadastrar no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES). 
Assim como elas, muitas outras também conquistaram o seu lugar. Fizemos uma seleção com 6 nomes de peso. Vamos conhecê-las:

 

Elizabeth Bragg 

Elizabeth Bragg foi a primeira mulher a se formar em engenharia em uma universidade americana. Ela fez o curso na Califórnia, recebendo seu diploma em 1876, em uma época em que o acesso ao Ensino Superior era restrito para pessoas do gênero feminino. 

 

Julia Morgan
Julia Morgan era engenheira e arquiteta, foi a primeira mulher a abrir um escritório nos Estados Unidos, atendendo projetos residenciais. Mas, não parou por aí, foi também aceita na prestigiada Ecoles des Beaux-Arts, em Paris.

 

Emily Warren Roebling
Emily não era formada em engenharia, mas aprendeu bastante sobre o assunto acompanhando o trabalho do marido. Quando ele adoeceu e faleceu, assumiu seu lugar como engenheira-chefe no projeto da ponte do Brooklyn, uma das maiores construções da época. Foi a primeira mulher a fazer a travessia de carruagem.

 

Edith Clarke

Edith Clark, inicialmente, graduou-se em matemática e astronomia, mas sua paixão por exatas fez com que se matriculasse no curso de Engenharia Mecânica em Nova York, em 1911. Mais tarde, mudou-se para Massachusetts, onde obteve seu título de mestrado em Engenharia Elétrica, em 1917, tornando-se a primeira mulher a ter um diploma na área.

 

Enedina Alves Marques

Enediana Alves Marques não foi só a primeira mulher paranaense a graduar-se em Engenharia, como também a primeira negra. Antes mesmo de entrar na graduação, já lecionava na Escola de de Tiro. Participou do projeto da Usina Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, a maior central hidrelétrica subterrânea do sul do país.

 

Veridiana Victoria Rossetti

No Brasil, Veridiana foi a primeira mulher a graduar-se em Engenharia Agrônoma, em 1937 pela Escola Superior de Agricultura de Queiroz. Suas pesquisas foram fundamentais porque identificaram a bactéria responsável pela praga do amarelinho, uma doença que atinge plantações de citros.

 

Apesar das belas histórias de inspiração, a realidade é muito diferente da expectativa. Dados do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia demonstram que, em 1950, a participação de mulheres no mercado de trabalho era de apenas 14%. Por outro lado, entre os anos de 2014 e 2019, esse número subiu para 54,34%.
Cada uma, de sua maneira, inspiraram outras mulheres a persistirem e conquistarem, afinal, propósito é uma questão pessoal. Aproveitamos a data para dar os parabéns a todas as profissionais que atuam, de maneira brilhante, no setor.